Paroquia Santa Luzia

Só Jesus é o caminho

 

Estigmatinos

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O Brasão

O Azul do alto significa a Fé, cuja Força a Congregação pretende atingir
para levar seus membros à Santidade.
As Cinco estrelas em cruz representam os Sagrados Estigmas de
Nosso Senhor Jesus Cristo (Estigmatinos).
O Vermelho da parte inferior significa a Caridade, com a qual os
Estigmatinos, educadores e missionários,
se propõem dominar os corações
e conquistar o próximo para Cristo.
Os Dois Lírios naturais, unidos pelo lema da Congregação "Euntes Docete"
(Ide, Ensinai) representam os Santos Esposos Maria e José,
Patronos da Congregação.
A faixa prateada que divide o escudo significa a Concórdia que, pela
Inocência da vida e pela Pureza das intenções, dará aos filhos de
Bertoni a Alegria da Vitória.
O escudo é cercado por ramos de oliveira, símbolo da Paz que os membros
da Congregação se esforçam por incutir nas consciências, nas famílias, na sociedade.

(Nota: O idealizador e primeiro autor do Brasão, aprovado por um insigne
membro da Consultadoria heráldica de Roma é o Prof. Pe. José Trecca de Verona.
Mais tarde foi um pouco modificado por um dos nossos ex-alunos do
Colégio de Udine, o Prof. Carlos Someda de Marco).

 

Congregação dos Sagrados Estigmas de Nosso Senhor Jesus Cristo


A Congregação dos Sagrados Estigmas de Nosso Senhor Jesus Cristo foi fundada em 1816 por São Gaspar Bertoni, na cidade de Verona (foto), no norte da Itália. Na época em que viveu São Gaspar Bertoni, entre final do século XVIII e meados do século XIX, a cidade de Verona era palco de constantes conflitos entre os exércitos francês, de Napoleão Bonaparte, e austríaco, que ocuparam a cidade e disputavam a sua posse. Esta situação provocou um clima de desordem e libertinagem, que atingiu principalmente a juventude, totalmente desamparada e cheia de idéias revolucionárias, e o próprio clero, que também por causa das guerras havia mudado sua mentalidade. Eram inúmeros os feridos de guerra, e não havia escolas para os meninos pobres.
Pe. Gaspar Bertoni trabalhou, desde os tempos de seminarista, no auxílio aos feridos de guerra e na instrução da juventude. Fundou Oratórios Marianos, onde reunia a juventude para orar e meditar a Palavra de Deus, e também para lazer e ocupações sadias, tirando-a daquele clima adverso que reinava na cidade. Os jovens formados por ele passaram a ser bem aceitos em todos os locais, pelo seu bom comportamento e aplicação no trabalho e nos estudos. Pe. Gaspar encaminhou esses jovens para artes e atividades através de preparação especializada, e mostrou-lhes o caminho da perfeita vida cristã. Ao som dos tiros de canhão da guerra que se deflagrava na cidade, foi ordenado sacerdote no dia 20 de setembro de 1800.
Convocado por seu bispo, foi eloqüente pregador nas missões populares na Paróquia de San Fermo, em Verona, tanto que, mesmo naquele clima de revolta, as pessoas ouviam atentas as suas pregações e se convertiam. Pela excelência de seu trabalho nessas missões populares ele recebeu da Santa Sé o título de Missionário Apostólico. Também a pedido de seu bispo, trabalhou na reforma do Clero de Verona, que também fora atingido por aquele clima de libertinagem causado pela guerra. Também aí empenhou-se a tal ponto em seu trabalho que os padres e seminaristas passaram a ser reconhecidos como modelos de disciplina e zelo.
Era tão profunda a sua vida de oração e a sua união com Deus que ele vivia constantemente sob o influxo do sentimento da presença de Deus. Vivia o Santo Abandono, que significa deixar que Deus conduza a sua vida, e, como ele nos ensinou: sem jamais precedê-lo. Assim, em tudo ele percebia a vontade de Deus em sua vida, e tudo fazia para realizá-la. Pode-se resumir a fisionomia espiritual de São Gaspar com essas palavras: Filial e confiante abandono nas mãos de Deus, mesmo nas circunstâncias mais difíceis da vida.
Assim, um dia, diante do altar de Santo Inácio de Loyola, fundador dos Jesuítas, Pe. Gaspar teve uma visão: era como se o santo lhe pedisse para fundar uma ordem religiosa. Seria uma tarefa quase impossível, pois, temendo qualquer reação contra eles, os invasores da cidade haviam proibido quaisquer reuniões ou aglomerações de pessoas. As ordens religiosas eram proibidas e até suprimidas, e até a ordem dos Jesuítas havia sido suprimida, na época.
Mas Pe. Gaspar, percebendo ser esta a vontade de Deus, passou a reunir-se com alguns companheiros, com objetivo inicial de estudos. E, como lutava para conseguir instalações para fundar uma escola para os meninos pobres, foi lhe dado um prédio anexo à Igreja dos Estigmas, para esta finalidade.
A Igreja recebia este nome porque era dedicada às chagas ou estigmas que São Francisco de Assis recebera, ao modo dos que feriram mãos, pés e peito de Jesus, e estava fechada há muito tempo. Para ser reaberta, necessitava de reformas, assim como o prédio.
Assim, no frio 4 de novembro de 1816, Pe. Gaspar entrou com alguns companheiros no prédio, para iniciar a escola, e este mesmo dia foi o marco de início da congregação que ele estava fundando.
Foram imensos os trabalhos necessários para iniciar a escola e reabrir a Igreja, mas a pequena comunidade empenhou-se a fundo e no ano seguinte tudo já estava funcionando. Os aposentos eram os mesmos para escola e quartos de dormir, então diariamente trocavam-se as camas por carteiras, e vice-versa.
Pe. Gaspar tinha imenso respeito pelo Papa e pelos bispos, que são sucessores dos apóstolos. E, unindo esta devoção ao título que recebeu da Santa Sé, assim ele definiu o lema da sua congregação: Missionários Apostólicos em Auxílio aos Bispos
As regras para a sua congregação ele foi escrevendo aos poucos, conforme sentia a inspiração divina para isso. Mas, fundamentalmente, os religiosos Estigmatinos devem dedicar-se à pregação da Palavra de Deus com retiros e missões populares, à formação da juventude e ao clero, seguindo os passos de seu fundador.